25.7.07

SANDE S. MARTINHO


Sendo de longe a mais populosa das quatro “de Sande”, situa-se a 9km da Capital da concelhia, com uma área de 3,42km2.Assume aqui um importante papel e peso económico uma peculiar industria de ancestral tradição local – A do fabrico de cutelarias salientando-se também a produção vitivinícola.

No património edificado desta freguesia avulta a igreja paroquial de amplas proporções a austera traça possivelmente seiscentista. Curiosa é a implantação da torre sineira de idêntico gosto arquitectónico surge vários metros deslocada para sul da capela-mor.


Junto a mesma ergue-se outra estrutura conhecida por casa do senhor. Trata-se de um conjunto de quatro sepulturas rasas, cobertas por lajes monolíticas de formato trapezoidal, providos de estelas verticais de formato discóide, de uma tipologia bastante comum em época baixo medieval (séc. XI a XIII, sensivelmente), a este notável conjunto tumular, por incrível que pareça, não se encontra classificado, bem de que o é merecedor.

Fonte Quatro Irmão: Segundo a lenda popular os quatro irmãos, ali sepultados, amavam uma formosa menina, ardendo de amor e ciúme, decidiram resolver à paulada naquele local que iria casar com ela. Três ficaram logo mortos no local e o quarto, ferido gravemente, ainda conseguiu ir ter com o abade e contar-lhe toda a história. Horas depois o quarto irmão morreu e o abade mandou-os enterrar no local da disputa.


O marco milionário desta freguesia é encontrado em 1885, numas escadas do pátio da residência paroquial e que faria parte de uma via romana de Braga a Chaves.

O dito bloco cilindrado de granito epigrafo acha-se fragmentado tendo sido reconstruído e expondo-se actualmente no museu Martins Sarmento. A inscrição data do período Trajano, isto é 97-117 d.C.



Existe ainda a capela de Santo Amaro cuja festa é sempre muito concorrida, a capela de São Bernardo a Quinta de “Taoria”, de bela traça D. João V que possui diversas imagens coevas da sua construção e ainda junto a igreja paroquial um interessante nicho de alminhas com data de 1867.



Quinta do Couto onde possivelmente terá sido instalado um possível fortificado romano.


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Obtenha mais informações em: www.jf-sandesmartinho.pt
Fonte:Junta de Freguesia de Sande S. Martinho

SANDE S. CLEMENTE


Localizada na orla noroeste do território da Capital da concelhia, esta freguesia ocupa uma área considerável, cerca de 5,79km2.
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Local de um remoto povoamento, em época Proto-Histórica, falarão os restos de um habitat fortificado Castrejo, sitio já explorado nos finais do século passado por Martins Sarmento. Este outeiro fortificado localizar-se-ia assim no chamado Monte de S. Bartolomeu. A influência da poderosa civilização romana também se terá feito sentir por aqui, detectando-se vestígios de um alegado “habitat” na quinta da Mogada.




Para alem da igreja paroquial de S. Clemente, esta freguesia conservara ainda a capela de N. Sra. Da Saúde, no lugar de Outeirinho e a particular casa da Mogada. É esta ultima um interessante exemplar de arquitectura Solarenga, com uma planta rectilínea dividida em três ramos, o superior sobre levado em forma de torre, na fronteira rematada a um dos flancos pela já aludida capela, destaca-se o corpo central, nobilitado por uma grandiosa escadaria que desemboca em amplo patamar alpendrado. É também digno de realce o cruzeiro paroquial, armoriado na base da cruz com inusitado “escudo” quadrangular.

Festas e Romarias: Nª Sra. Saúde (segunda – feira de Páscoa)

Nª Sra. de Lurdes (1º Domingo de Setembro)

SANDE S. LOURENÇO


Situa-se cerca de 12km da Capital da concelhia, com ema área de 1,98km2.“Debruçada” sobre o pequeno vale da ribeira de Sande (afluente da margem direita do Ave) é caracterizada por uma airosa e aprazível implantação topográfica. A freguesia esta “encravada” entre íngremes flancos de três montes vizinhos: Santa Marta, Morreira e Saboroso, formando uma espécie de desfiladeiro por onde transitaria uma antiga via romana. Regista-se de igual forma a rede de “labirintos regatos” irrigando e fertilizando os terrenos.

Castro Sabroso (Monumento Nacional)

As escavações neste castro foram iniciadas por Martins de Sarmento, em 1878 e continuadas, em 1958 pelo arqueólogo inglês C. Hawkes, vindo a ser classificado Monumento Nacional em 1910.

O conjunto habitacional posto a descoberto é composto por 35 casas de planta redonda, observando-se também restos de três casas de planta rectangular, de cantos arredondados.

Hoje o Castro Sabroso encontra-se muito mal tratado, precisando de uma requalificação urgente para protecção do património de todos nós.

Do património edificado faz parte para alem da igreja paroquial uma graciosa Capela Espírito Santo dotada e ampla, assente em cinco pares de elegantes colunas cilíndricas, Capela muito idêntica aquela que existiu no centro de Caldas das Taipas, sendo mandada demolir ao que parece por estar em avançado estado de degradação correndo o risco de ruir.
Igreja, com o seu edifício habitacional de rústica traça Solarenga Provincial, ostentando em um lintel a data 1740.
Fonte: Junta de Freguesia de Sande S. Lourenço

BRITEIROS STA. LEOCÁDIA



Sendo a freguesia mais extensa das três “Briteiros” com cerca de 5,08km2, é também a menos populosa.
Nas imediações do lugar de Covas registar-se-á segundo o inventário arqueológico do P.D.M. de Guimarães uma Necrópole Megalítica, o mesmo P.D.M. regista uma possível existência de um local fortificado no lugar da Torre.

Caracteriza-se sobretudo pelas extensões montanhosas e planálticas.










A primeira foto trata-se da Fonte das Três Bicas sendo do ano 1767

BRITEIROS Sto. ESTEVÃO


A Freguesia fica situada na margem direita do Rio Ave, no sopé da Citânia de Briteiros e do Castro de Sabroso (ruínas arqueológicas de grande interesse Histórico).
Esta foi habitada pelos Suevos, Celtas e Iberos. Durante a Romanização foi atravessada pela primeira estrada que ligava esta região a Roma, da qual poucos vestígios se encontraram devido ao desleixo das instituições encarregadas de zelar pelo nosso património.Há nesta povoação uma grande tradição religiosa comprovada pela existência de uma bonita e muito interessante Igreja Paroquial que, devido à sua original capela-mor estilo barroco. Construída em granito, onde se pode visualizar numa representação talvez única, as línguas de fogo que no dia de Pentecostes transformaram os Apóstolos. O seu altar-mor construído num único bloco de granito, transportado desde o monte da Citânia e trabalhado na sua totalidade pelos obreiros da terra.
Santo Estêvão é a mais meridional das três “Briteiros”, com uma área cerca de 2,96km2, sendo de assinalar o notório surto de crescimento demográfico a que se vem assistindo nas ultimas décadas. A tradicional actividade agro-pecuária aqui possui, ainda hoje razoável peso serão porem a pequena indústria têxtil e construção civil sobretudo a dominar a esfera económica local.
Existe no aro da freguesia uma “capela filial”, a do Alexo no lugar da Hermida, fabricado pelos religiosos da Santa Marinha da Costa nos finais do século passado.
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Brasão da família Lima na entrada principal da Quinta (foto)
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Fonte: Junta de Freguesia de Briteiros Sto. Estêvão, Escola EB1 Briteiros Sto. Estêvão

LONGOS - Santa Cristina


A freguesia de Longos é muito extensa, possui uma área de 7,05km2, situada no estremo noroeste do território do conselho, ficando a 4km de Caldas das Taipas.

Território relativamente montanhoso com algumas áreas plánicas, constituindo-se como prolongamento da Serra da Falperra, a actividade agrícola pratica-se sobretudo nos terrenos mais fundos irrigados e férteis voltados à bacia orográfica do pequeno Rio Febras.

Em aro da freguesia de Longos fica também outro presumível reduto Castrejo conhecido pelo topónimo (Pedrais), cujo no P.D.M. de Guimarães consta este Arqueo-Sitio aparece identificado como possível “vila” romana.
A visitar: A Serra da Falperra das jóias da croa deste país. A tranquila paisagem feita de potencialidades naturais convida a uma visita demorada. A vegetação que a envolve, a queda de água, a antiga estrada Real e o Santuário de Santa Maria Madalena, são motivos mais do que suficientes para até lá se deslocar. É uma ramificação da Serra da Cabreira e, no passado, foi até considerada valhacouto de ladrões.

Santuário de Santa Maria Madalena: encontra-se no cimo da Serra da Falperra o seminário Apostólico dos Falperristas denimonado Seminário da Santa Maria do Monte da Madalena, cuja edificação teve início em 1826 e se deve a Frei António de Jesus, do Convento de Vinhais. Começou a ser habitado em abril de 1833. No ano seguinte, fruto da extinção das Ordens dos Religiosos, o convento viria a ser vendido à irmandade de Santa Maria Madalena, establecida numa capela da serra, contígua ao convento.

Igreja de Santa Maria Madalena na Falperra: É um templo de planta centrada e invulgar, ao contrário dos demais existentes na área que apresentam formas circulares e quadrangulares. A Igreja tendo já sido do convento da Falperra, é um singular exemplo de arquitectura Barroca. Apresenta uma fachada sumptuosa, reveladora de um dinamismo único. Ao que tudo indica foi mandada erguer por ordem de D. Rodrigo de Moura Teles, nos princípios do século XVIII. Apresenta todo um enquadramento de acessos característicos das igrejas de romaria e peregrinação, com as suas escadarias e adro em boa cantaria de pedra. No interior, apresenta três altares, sendo o altar-mor em talha de barroco tardio, com pintura a branco, provavelmente já do século XIX; tem ao centro uma boa imagem de Cristo Crucificado. A Igreja tem também uma torre com uma data na sua face nascente (1799), tendo certamente sido construída mais tarde. Existe também o tanque decorativo que merece destaque e pode afirmar-se que é peça interessante e a preservar.

Capela de Santa Marta do Leão: É a terceira Capela da Falperra e é da invocação de Santa Marta do Leão, porque se situa junto de uma fonte antiga chamada do Leão, embora de razoáveis proporções, a Capela é de construção recente.
Capela de São Martinho: Dentro da quinta do mesmo nome, preserva apenas o edifício, a servir de corte de gado.
O Santuário do Sameiro (Braga), cuja construção se iniciou em meados do séc. XIX, é o centro de maior devoção mariana em Portugal, depois de Fátima. O Templo, concluído no nosso séc., destaca-se no seu interior o altar-mor em granito branco polido, bem como o sacrário de prata. Em frente do Templo ergue-se um imponente e vasto escadório, no topo do qual se levantam dois altospilares, encimados da Virgem e do Coração de Jesus.

Capela de Nossa Senhora da Conceição: Pertence actualmente a família Pereira Leite e está integrada na Quinta de Oleiros.

Cruzeiro (foto) de ordem Jónica, data do ano de 1749.

Festas e Romarias: Na Freguesia, realizam-se festas em honra de Santa Cristina de Longos. Os festejos ocorrem junto à Igreja e espalham-se pela freguesia durante os três primeiros dias de Agosto. As celebrações em honra de Santa Maria decorrem na Falperra, todos os anos, no dia 29 de Julho.
Como chegar aos Satuários?

Fonte: Junta de Freguesia de Longos -. Santa Cristina

SOUTO S. SALVADOR



Situada a cerca de 15km da Capital da concelhia, ocupa uma área de cerca 4,07km2.Com uma expendida localização na bacia orográfica do Ave, esta freguesia detêm um aprazível património natural e paisagístico, com destaque para diversos trechos ribeirinhos, onde poderá apreciar vetustos e toscos moinhos que outrora aqui eram utilizados para a moagem de cereais.

Adquire por outro lado relevante importância a ocupação do período Anti-Medieval da reconquista (Secs.IX_XI) nesta freguesia, pois aqui se terá sedeado um importante, e há muito extinto Mosteiro. Dessa remota casa convencional terão inclusivamente subsistido alguns (Parcos) materiais arquitectónico Pré-romanos., entre os quais um par de capiteis actualmente à guarda do Museu Alberto Sampaio, e outros achados no museu PIOXII, sabendo-se também terão sido aproveitadas em construções particulares.

Igreja se S. Salvador do Souto e razoavelmente ampla surgindo por bem dimensionado torre sineira de planta quadrangular e dois pisos, existem também dois belos cruzeiros ambos classificados I.I.P.

SOUTO STA. MARIA


Situada a 19km da Capital da concelhia, ocupa uma área com cerca de 4,07km2.
Assente em aprazível e airoso trecho da bacia orográfica do Ave, obtêm uma fraca ocupação demográfica talvez devido á distancia dos centros urbanos de Caldas das Taipas e Guimarães, a nível económico conta com várias empresas no ramo têxtil, construção civil e transformação de granitos.

A igreja paroquial de estrutura mediana traça um sóbrio gosto setecentista, e conta também ainda com uma capela harmoniosa.

DONIM S. Salvador


Situada a cerca de 11km da Capital da concelhia, ocupa uma área de 3,37km2.A economia embora algo rural, de parte devido aos solos ribeirinhos do Rio Ave. No seu património natural e paisagístico sobressaem alguns trechos de aprazível beleza. Tal é o caso do núcleo de bucólico e medievo sabor, constituído por uma ponte de duplo arco redondo, em cantaria emoldurada e vice jante abraçando as cristalinas águas do Ave, na companhia de um vetusto moinho.


Ponte Monumento NacionalDesta época baixo medieval ficara também alguns valiosos testemunho patrimoniais como seja a já aludida ponte de arquitectura ao sabor romano e alguns elementos estruturais da própria igreja paroquial invocada a S. Salvador.Outro valor patrimonial edificado a assinalar será o cruzeiro paroquial.




Recuadas ocupações proto-históricas e da romanização, deixaram aqui algumas importantes marcas, muito concretamente na conhecida estação Castreja de Santa Iria. O povoado datável da idade do ferro do noroeste peninsular, foi prospectado por Martins Sarmento em finais do século passado. Este arqueólogo tencionava até levar ali a cabo uma campanha de escavações que todavia não chegou a concretizar-se.